09 de mar. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) reagiu às críticas e ameaças feitas pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), após a abertura de inquérito para investigar suspeita de que o parlamentar tenha recebido propina no esquema de desvio de recursos na Petrobras. Em nota, a entidade manifestou “irrestrito apoio ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na condução das investigações da Operação Lava Jato”. Ao GLOBO, o presidente da entidade, Alexandre Camanho de Assis, disse estar tranquilo quanto à qualquer possibilidade de investigação do órgão e classificou a ameaça como “diversionismo”.
– Não tememos absolutamente nada. Os 1,2 mil procuradores da República pelo Brasil têm uma única motivação, que é fazer cumprir a lei. Se temos uma investigação em curso sobre corrupção e lavagem de dinheiro e alguém vem propor uma CPI do MP, só podemos inferir que seja por diversionismo, em uma tentativa de desviar a ótica do pais daquilo que realmente está sendo investigado.
O procurador ressaltou que toda CPI tem, como tal, poder de inquérito. Para tanto, é preciso haver um fato específico que motive sua criação. Dizendo desconhecer qual fato estaria motivando o presidente do Senado, Camanho afirmou ter absoluta tranquilidade de que, caso seja mesmo formada, tudo o que vão comprovar é que o MPF atua irrestritamente para fazer valer a Constituição.
Sobre declarações de outros parlamentares e políticos citados, o presidente da ANPR diz que não há surpresas, pois sempre que o MP apresenta os primeiros resultados de uma investigação, a reação vem em forma de ameaças, “palavras fortes” e retaliação. No sábado, o vice-governador da Bahia, João Felipe de Souza Leão, disse estar “cagando e andando” para “esses cornos todos”, ao saber que seu nome estava entre os apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O GLOBO
Fonte: Blog do BG
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