26 de jan. de 2026 - Por Alessandra Bernardo
Foto: Reprodução
A Polícia Federal ouviu Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master, mas parece que alguns detalhes essenciais ficaram de fora. Vorcaro confirmou que, embora tomasse as decisões finais, não operava diretamente a área de crédito consignado. Quem comandava de fato o setor era Augusto Lima, empresário ligado ao PT da Bahia desde 2019.
Segundo Vorcaro, Lima trouxe uma equipe própria para tocar as originações dos créditos, especialmente o produto CredCesta, que se tornou metade do lucro do Master e chegou a 160 municípios em 20 estados, segundo informações do CCEPonline. “Ele que tocava essa área do consignado”, admitiu o banqueiro, sem conseguir detalhar as operações diárias.
Mesmo com informações cruciais sobre o ex-sócio petista — responsável por levar para o Master empresas que geraram carteiras sem lastro negociadas com o BRB — a PF não aprofundou a atuação de Lima. Vorcaro disse ainda que teve contato direto com Henrique Peretto, ligado às empresas Tirreno e Cartos, apenas quando o negócio começou a ser desfeito.
O episódio deixa claro por que o PT evitou a CPMI do Master: a gestão do consignado, que movimentou milhões, estava na mão de aliados do partido, enquanto Vorcaro operava apenas de cima, sem se envolver na rotina. A investigação, até aqui, parece ter ignorado justamente o nó central da questão.
Fonte: Blog do BG
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