25 de jun. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
As propostas que a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, sobretudo a que diz respeito à convocação de plebiscito para reforma política, devem ser vistos com cautela, embora sejam propostas de inegável avanço – se saírem do papel.
Como se sabe, o país amanheceu dividido no tocante à convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política. As dúvidas expuseram a manobra de marketing do Palácio Planalto.
Conforme especialistas comentam, não é constitucional convocar Assembleia exclusiva, que só cabe para revogar a atual Carta Magna e fazer outra.
De todo modo, com seu anúncio, a presidente jogou a responsabilidade para o Congresso Nacional, se afinando às vozes das ruas e mostrando que o peso das reivindicações não competem só a seu governo.
A questão que fica: será mesmo que a presidente não sabia das dificuldades legais em convocar uma Constituinte exclusiva antes de anunciar para a plateia? Claro que sabia. Muitos foram consultados, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O efeito do anúncio sobre o público, entretanto, foi avaliado como muito mais importante dos que as dificuldades jurídicas, pois, como falei, passa para o Congresso as responsabilidades. As ruas, então, que cobrem dos congressistas.
Enquanto isso, como esperado, o parlamento esperneia. Se comporta como quem tem seu poderio ameaçado, o que não é de se estranhar. Com as ruas gritando que os atuais políticos não as representa, resta evidente que uma reforma política vai acabar com a festa de quem está acostumado a se perpetuar no poder.
O momento, portanto, é de atenção, principalmente para o povo que está reivindicando as mudanças. Não se pode permitir que o debate cesse agora, motivo pelo qual é imprescindível manter as ruas ocupadas, fazendo lembrar a Brasília que a gente não aguenta mais.
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

18 de ago. de 2026

18 de ago. de 2026

18 de ago. de 2026

18 de ago. de 2026