09 de fev. de 2026 - Por Judson Araújo

Foto: Divulgação
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Vídeo: Reprodução/Instagram
Um vídeo gravado em Minas Gerais gerou forte repercussão nas redes sociais após um padre criticar fiéis católicos que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Durante a celebração, o religioso afirmou que quem concordasse com o parlamentar e fosse contra políticas sociais, como a distribuição de botijão de gás para pessoas pobres, deveria deixar a igreja e não receber a eucaristia, declaração que dividiu opiniões e levantou debate sobre política dentro de espaços religiosos.
A fala foi interpretada por apoiadores do deputado como um posicionamento político explícito durante a missa. Nas imagens, o padre relaciona a postura do parlamentar a valores cristãos e faz críticas diretas ao posicionamento dele sobre pautas sociais, o que levou grupos conservadores a acusarem o religioso de usar o altar para militância.
Nikolas Ferreira respondeu ao episódio em vídeo publicado nas redes sociais e classificou a atitude como “bizarra”. O deputado afirmou que a eucaristia, considerada um dos principais sacramentos do catolicismo, teria sido condicionada ao apoio político, algo que ele chamou de “heresia”. O parlamentar também defendeu seu voto contra o projeto do gás, dizendo que se tratava de uma proposta “assistencialista” e criticou o que chamou de silêncio de líderes religiosos diante de outros temas políticos e sociais.
A polêmica reacende a discussão sobre os limites entre fé e política no Brasil, especialmente em um cenário de polarização crescente. Enquanto aliados do deputado acusam o padre de ultrapassar a função religiosa, setores progressistas argumentam que líderes religiosos também têm direito de se posicionar sobre temas sociais — ampliando ainda mais o embate entre discursos políticos e religiosos nas redes.
Fonte: Blog do BG
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